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O cliente é o grande aliado do advogado nas lides forenses, isso porque, muitas vezes o sucesso na demanda estará intimamente ligado ao bom relacionamento existente.

Assim, depende do cliente a narração dos fatos que envolvem a demanda, sem omissão de qualquer deles, pois qualquer dúvida poderá ser fatal para o resultado esperado.

De igual modo deve o cliente apresentar ao advogado quando do ajuizamento da ação, todos os elementos de prova, informações, documentos, nome de testemunhas e etc, sob pena de prejuízo de sua defesa.

Para um relacionamento saudável durante os anos de andamento da ação deve haver confiança mútua das partes, e para isso o cliente espera do profissional alguns requisitos básicos, tais como: capacitação profissional, competência, honestidade, bom atendimento, organização e presteza.

Por outro lado o advogado espera do seu cliente colaboração, com a disponibilidade de todas as informações e provas necessárias, honestidade, paciência e compreensão com a demora do Poder Judiciário em resolver as ações e pagamento pelos serviços prestados.

Para aperfeiçoar esse relacionamento cliente e advogado precisam respeitar-se reciprocamente, observando algumas atitudes:

Atendimento com agendamento prévio – certamente o advogado possui uma agenda cheia, com audiências, acompanhamento de processos no fórum, atendimento a outros clientes, estudo / elaboração de defesa jurídica e prazos processuais a serem cumpridos, imputando ao profissional uma pressão constante, logo, a visita inesperada de um cliente trará ao advogado um contratempo, pois não poderá dispensar o devido atendimento, já que terá de se informar da ação do cliente, bem como trará uma sensação de falta de privacidade ao profissional;

Aguardar informações sobre a ação – o andamento processual é lento, devido ao grande acúmulo de ações na justiça, bem como falta de juízes, concluindo-se que o processo não apresentará informações novas todos os dias ou todo o mês, sendo então prudente que o cliente aguarde pelas informações do advogado ou ligue a cada seis meses, salvo fatos importantes e urgentes que devam ser comunicados ao advogado, como citação ou intimação judicial;

Pagamento pelas consultas e honorários – o advogado é o principal sócio e aliado do cliente, possuindo assim grande interesse na vitória, por isso, merece receber pelos serviços prestados, seja uma consulta verbal ou uma defesa judicial;

  • o advogado deve esforçar-se ao máximo na defesa da causa e a sua rápida conclusão;
  • prestar de forma clara e precisa informações sobre a ação;
  • prestar conta dos honorários cobrados e recebidos aos clientes.


Diante disso apresentamos algumas dicas na hora de escolher o advogado.

Empatia – A justiça anda devagar. O relacionamento será longo. É melhor encontrar alguém com quem simpatize e se sinta à vontade.

Estrelas – Bons advogados dão importância à sua causa, não a si mesmos. Têm de prestar atenção em seu problema.

Outros clientes – Advogados que mantém clientes por muitos anos são bons profissionais. Saber se eles estão satisfeitos é um passo importante.

Experiência – Jovens advogados aprendem muito com seus erros, como qualquer outro profissional.

Briguento – se o advogado age como um pitbull, a chance de negociar é pequena. Como 80% dos processos terminam em acordo antes do julgamento, bons negociadores atendem melhor ao interesse dos clientes.

Realismo – Quem garante vitória em qualquer hipótese não está sendo honesto. Advogado sério fala em maior ou menor probabilidade e até mesmo na possibilidade de ganhar e não levar – o que ocorre quando uma empresa processada desaparece, por exemplo.

Preço – Um profissional ético informa por escrito quanto a causa vai custar. Também será claro na hora de prestar contas sobre a indenização que você ganhou.

Vestuário - Ninguém espera encontrar um modelo, mas se o advogado se apresenta desleixado é possível que ele também cuide de maneira relaxada de sua causa.

Associações de vítimas – podem ajudar, mas avalie se são sérias. Existem as que são fachada para vender serviços jurídicos.


 

Orientando o cliente, apresentamos algumas dicas de
comportamento no Tribunal, já que há regras básicas a serem
observadas e que podem levar ao sucesso ou não da causa.

Pontualidade – chegar atrasado à audiência revela desleixo pela causa. O ideal é comparecer com pelo menos meia hora de antecedência.

Bate-papo aberto – na audiência ou um pouco antes dela seu advogado deve estar livre para conversar com o da parte contrária. É possível acompanhar o bate-papo, mas não se deve interferir.

Saber ceder – a maioria dos juízes gosta de conciliar e conceder benefícios a cada um dos lados. Não é recomendável ser intransigente à decisão tomada.

Sem brigas – Não se deve discutir com o advogado nem fazer críticas a ele na frente da parte adversária ou do juiz.

Nervos de aço – É importante não cair no jogo de provocações da outra parte envolvida no processo. O depoimento sereno é mais bem recebido pelo juiz. Recomenda-se conhecer o processo, responder de forma clara e não mostrar ansiedade nem agressividade.

Autocontrole – Melhor que falar muito é falar apenas o necessário. Tudo o que se diz na audiência pode ser usado contra você.